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12 dez 2018

Décor

Adegas no topo
Décor

Adegas no topo

Os espaços dedicados ao armazenamento e consumo de vinho ganham cada vez mais protagonismo dentro do décor. Tecnologia e funcionalidade transformaram o ambiente.

Os projetos de interiores costumam ser revolucionados por novidades e modismos que surgem. Alguns são passageiros, enquanto outros vieram para ficar. Porém, raros são os casos em que um antigo hábito ressurge e modifica a forma de pensar o layout. A adega é um deles. Os espaços reservados ao consumo e conservação da bebida começam a ser uma constante presença em lares de diferentes estilos.

Um dos motivos de essa realidade estar cada vez mais em voga é a evolução pela qual passou a cozinha. Aos poucos, esse ambiente ganhou importância e invadiu a área social. Cresceu a ponto de originar espaços gourmet independentes, que contavam com pequenas adegas eletrônicas, similares a frigobares. Contudo, para muitos o costume de apreciar o néctar dos deuses é forte a ponto de merecer um local apropriado – ou que pelo menos tenha papel de destaque na decoração.

O fato é que passou de hábito quase excêntrico a uma espécie de rotina, algo realizado diariamente como parte das benesses oferecidas por lares que de fato sirvam a quem o vivencia. Já é comum arquitetos, decoradores e designers de interiores verificar o item adega quando estabelecem o programa de necessidades de cada projeto.

Hábitos e definições

A configuração da adega depende sempre da maneira que os moradores consomem vinho. Isso estende-se à frequência, grau de envolvimento com a enocultura, orçamento e área disponível. Conforme for a conexão com a bebida, o ambiente dedicado a ela pode ser mais um cômodo da área social, preparado para receber. Outros têm uma linha mais intimista, como o projeto da Arbos Arquitetura mostrado na imagem acima. Executada pela Marcenaria Didjurgeit, de Blumenau, reúne elementos rústicos, clássicos e contemporâneos – o que prova a versatilidade desse ambiente.

Uma das especialidades da empresa é a execução de adegas. Isso envolve revestimento térmico com portas isoladas e vidros com sistema antiembaçante, bem como refrigeração especial com controle de umidade. Outro diferencial é fazer as adegas em madeira interna. Além disso, o isolamento térmico é preparado para não sofrer alterações na dilatação térmica. Afinal, a temperatura constante é interna, e não externa. As paredes externas da adega precisam suportar o ciclo de temperatura de inverno (cerca de 12ºC) e de verão (38ºC em média). Cuidados do tipo são importantes para o correto envelhecimento do vinho. É essencial a temperatura controlada e o controle de umidade para a respiração da rolha.
Parte disso pode ser encontrada no ambiente do escritório Le Chateau Studio Design. Foi construído em madeira com revestimento em lâmina natural de Imbuia. Sua porta recebe vidro duplo aquecido, para não haver condensação – deixando a exposição sempre nítida.

Chama atenção o fato de atuar como um móvel fixo que setoriza o living. É uma solução prática e funcional, ideal para residências sem uma área exclusiva para adega. A aura clássica, entretanto, foi mantida, em harmonia com os espelhos bronze que a deixam com uma pegada atemporal – evidenciando o poder das adegas de serem contemporâneas e adequadas para diversas necessidades.

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