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Entrevista com Sibele Ristow Wodzinsky

Comparar gerações de hoje com as anteriores é um exercício de imaginação para ambos os lados. Muitos pioneiros orgulham-se do fato de que conseguiam realizar todo o trabalho sem computadores, e não imaginam como os profissionais atuais dependem tanto da tecnologia. Enquanto isso, os “novatos” muitas vezes não veem como era possível fazer do jeito “antigo”. Mas e quem chegou durante a fase mais intensa da transição entre ambos? Foi o caso da arquiteta Sibele Ristow Wodzinsky, de Jaraguá do Sul. Formada há 20 anos, ela vivenciou os dois mundos. “Comecei apresentando projetos com croquis feitos à mão e estamos agora com renders 3D de alta fidelidade”.

Com o diploma conquistado no ano 2000, ela basicamente entrou na universidade em uma era e saiu em outra. Diversas foram as evoluções, tanto no modo de trabalhar quanto nos materiais. Os lançamentos de produtos são cada vez mais frequentes, e a maior disponibilidade oferece mais meios de trazer soluções para os projetos. “As peças capazes de simular outros materiais ajudaram a criar propostas diferenciadas que vão além dos autênticos, que nem sempre podem estar presentes”, enfatiza a Sibele. Ela destaca também a popularização do LED, cujas lâmpadas permitiram criar projetos luminotécnicos com menos restrições.

O novo modus operandi também se estende à maneira de realizar o atendimento aos clientes. Com o universo de informações disponíveis na internet, eles vão até o escritório de Sibele com muito mais conhecimento e pedidos específicos para os seus ambientes. “É fascinante tudo o que surgiu para deixar mais claro o que as pessoas querem do projeto, pois poupa o tempo de todos os envolvidos e o processo fica bem mais assertivo”. Assim, o próprio briefing foi aprimorado com o passar do tempo. As conversas olho a olho são acompanhadas pela exposição de fotos e materiais, de onde Sibele capta dados valiosos. As referências trazidas pelos clientes são unificadas nesse processo, que pode demandar mais bate-papos. “Não é a hora de economizar tempo”, sintetiza.

Um novo momento
O tamanho considerável de sua carreira não quer dizer que não trará reformulações significativas. Em 2016, a profissional encerrou um longo período de parceria com a arquiteta Simone Mattedi, onde começou como estagiária – ainda durante a faculdade – e tornou-se sócia logo após a formatura. Foram 19 anos de trabalho em conjunto, que rendeu a Sibele uma vasta experiência. Sua atuação foi além dos projetos arquitetônicos e de interiores residenciais, indo a obras corporativas como a implantação da universidade Católica de Santa Catarina em Jaraguá do Sul e a rede Marista de escolas. Essa bagagem tem sido bastante útil, principalmente no trabalho voluntário coletivo que a profissional participa: a criação do projeto da sede da Associação de Amigos do Autista (AMA) na cidade.

Os conhecimentos reunidos na antiga sociedade têm sido essenciais para a carreira solo de Sibele. Afinal, as “missões” que assume são as mais variadas, abrangendo projetos residenciais e comerciais arquitetônicos e de interiores. Nesse contexto, é cada vez mais comum desenvolver ambientes para lojas, clínicas e consultórios. Em geral, são clientes que já construíram ou reformaram seus lares e querem o mesmo grau de qualidade em suas empresas. É algo que faz parte da própria evolução do mercado, que a profissional percebeu e investiu – mais uma prova de que seu faro para mudanças e adaptações continua apurado.

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