Para estimular o convívio social entre seus associados e familiares, este clube...


... de Gaspar investiu numa grande transformação.

Sede de grandes eventos estaduais, como a Noite de Gala Catarinense, o Bela Vista Country Club passou por uma ampla reforma para modernizar e melhorar sua estrutura, voltada ao lazer e aos esportes. Dentre as diversas obras realizadas, a de maior transformação sem dúvida foi a do 50 Bar e Restaurante. O escritório Liesenberg Arquitetura foi responsável por sua criação, num espaço que antes abrigava bar executivo, sanitários, circulações e o bar da piscina.

O projeto, obviamente, exigiu uma reforma completa. "Não sobrou pedra sobre pedra", brinca a arquiteta Carmen Liesenberg. Tudo foi reformulado: pisos, paredes, esquadrias, instalações elétricas e hidráulicas. A equipe implantou, ainda, sistemas de automação, envolvendo áudio, vídeo e luminotécnica; e adotou soluções adequadas a um eficiente isolamento acústico dos ambientes, como o complexo projeto de tetos, misturando gesso, madeira, palha e bambu.

A diretoria do clube desejava a criação de um espaço moderno; porém, acolhedor e sofisticado, mas sem luxos excessivos. Outro fator a ser considerado no programa de necessidades era a versatilidade. O ambiente destinado ao restaurante, por exemplo, deveria poder ser transformado em um bar, para garantir a sequência da noite aos sócios e a seus convidados.

Os arquitetos Carmen e Sandro Liesenberg projetaram seis espaços integrados, preservando identidade própria a cada um deles. Entre o palco e o bar foi preparado um ambiente para um clima mais reservado. Mesas redondas de tampo em espelho e base em madeira ebanizada e poltronas giratórias foram especificadas para o local, cujas paredes receberam revestimento em madeira e faixas de espelho que se estendem pelo teto. Nestes painéis foram instaladas as luminárias, em tecido, marcando os pontos centrais das mesas. A iluminação geral é conferida pelas arandelas. Para a descontração dos seus frequentadores, o bar e restaurante também ganhou uma espécie de lounge, com sofás em camurça vermelha e mesas quadradas e retangulares, em carvalho e vidro pintado no tom chocolate. Pufes e poltronas tornam o layout mais versátil.

Logo após o lounge, está a área do restaurante que, à noite, se transforma em pista de dança. O pé direito alto permitiu aos arquitetos um ousado projeto de gesso, geométrico e movimentado, executado em gesso acartonado e acusticamente adequado à função. Nele, embutiram ar condicionado, lift com projetor, telão, caixas de som, além de luminárias e lâmpadas cuidadosamente especificadas para criar cenas diferenciadas para os vários momentos que o espaço permite. No piso, aplicaram assoalho em madeira maciça de itaúba certificada. Ao fundo está o palco elevado, marcado por iluminação com fibra ótica embutida no piso. A tecnologia e a rusticidade dos materiais escolhidos resultaram na modernidade e sofisticação desejadas.

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