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12 dez 2018

Design

O segredo é o mix
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O segredo é o mix

A busca por espaços personalizados e diferenciados tornou mais intensa a mistura de estilos. Cada vertente surge bem evidenciada, mas composta de modo a ser parte de uma unidade visual equilibrada.

A rica diversidade do Brasil não atinge apenas sua cultura, povo e natureza. Estende-se a várias outras esferas, como a decoração. Assim, o design de interiores acaba se tornando um reflexo da riqueza de referências oferecida por um país que é quase um resumo do mundo inteiro.

A história mostra que a mistura gera avanços intensos. Algumas teorias dizem que Roma começou a tornar-se a potência que foi devido ao fato de aceitar mais estrangeiros do que as cidades-estado vizinhas. Os Estados Unidos seguiram um caminho semelhante com a onda migratória dos séculos XIX e XX, intensificando a produção artística – especialmente cinema e teatro.

A verdade é que a convivência com diferentes povos e costumes gera muita diversidade. Com o passar dos anos, o contato e o fácil acesso a dúzias de estilos faz com que seja comum misturá-los. A maneira de projetar interiores também é influenciada, a ponto de serem extremamente comuns os ambientes nos quais estão presentes vários estilos.

Não basta, porém, colocá-los dentro de um espaço achando que magicamente estarão em harmonia. Exatamente por serem diferentes, demandam atenção redobrada na composição. É aí que entra em cena a perspicácia de arquitetos, decoradores e designers de interiores. Como possuem sólido conhecimento em história da arte, vão estudar cada peça e as melhores maneiras de inseri-las no contexto decorativo – sempre de olho nas necessidades e desejos dos moradores.

Clássico versus contemporâneo

Nesse contexto, surge o eterno debate sobre a conexão desses estilos. O clássico vem à tona com suas formas rebuscadas e tradicionais, enquanto o contemporâneo traz linhas retas e simples. Uma saída é priorizar um em detrimento do outro, deixando o menos presente como contraponto, para romper uma eventual monotonia. O resultado costuma ser bastante equilibrado, com a criação de pontos focais dentro de propostas sofisticadas.

Amplo e abrangente por natureza, o contemporâneo costuma dar margem para o nascimento de novos estilos, como o industrial. Ele traz em si elementos que remetem a antigas indústrias, com estruturas metálicas expostas, tijolos à vista e paleta de cores sóbria e diversificada. Sua versatilidade é surpreendente; propicia imponência e elegância, e pode receber elementos do estilo rústico. Dessa maneira, peças tidas como “do campo” invadem a cidade e mostram que vieram para ficar.

Outro desafio é entender o que é passageiro em cada estilo, e o que se torna atemporal. Assim, os modismos podem ser reservados a peças menores, fáceis de trocar. Nesse contexto, entra na equação ainda o gosto dos moradores, tornando as decisões mais subjetivas. Dessa maneira, os ambientes com vários estilos em harmonia tornam-se uma solução extremamente viável, pois são capazes de reunir todos esses elementos e ainda apresentar uma proposta bela, funcional e aconchegante.

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