Uma fina sintonia

Os arquitetos Carlos Eduardo Freitas e Arlon Fernandes atuam juntos de uma maneira tão sinérgica que sua parceria rende projetos únicos, repletos de autenticidade e estilo.

A conversa é a principal “arma” dos sócios para buscar a essência de seus clientes e colocá-la no projeto. Como muitos vêm por indicação, já conhecem o trabalho da dupla e sabem de sua versatilidade para compor projetos arquitetônicos e de interiores comerciais e residenciais em diversos estilos – desde o mais clássico ao mais contemporâneo. Durante o bate-papo inicial com os clientes, eles exploram diversos assuntos para captar seus gostos, necessidades, desejos e expectativas. “O foco é total neles. Sequer atendo o celular ou falo com outras pessoas nesse momento”, explica Carlos Eduardo. Assim, ele e Arlon orgulham-se dos feedbacks elogiosos recebidos. “Sempre tivemos respostas positivas, demonstrando que acertamos”, complementa Arlon.

Os caminhos que levam os profissionais de alto nível à carreira a qual escolheram nem sempre são nítidos. Por vezes, levam tempo para se manifestar, dando pequenas – e importantes – amostras durante os anos. Foi assim com os arquitetos Carlos Eduardo Freitas e Arlon Fernandes, de Criciúma. Sócios há cinco anos, tiveram trajetórias tão distintas quanto inspiradoras – que se cruzaram para formar um dos escritórios mais influentes da região.

Vindo de uma família de marceneiros, Arlon formou-se inicialmente em Ciências Contábeis. O gosto por números sempre o acompanhou, algo muito útil no dia a dia como arquiteto. Ao se formar, conseguiu emprego em uma construtora, onde viu surgir a reafirmação de seu desejo inicial por cursar engenharia civil. Entretanto, o contato com os profissionais dessa área o fez entender que queria mesmo era projetar casas, e não dedicar-se a cálculos estruturais. Assim, decidiu fazer a faculdade de arquitetura e urbanismo em Florianópolis, formando-se em 1995.

Carlos Eduardo, por sua vez, era do tipo inquieto com a decoração da própria casa. Era comum vê-lo desde cedo mudando os objetos decorativos, trocando e testando diferentes composições e mudando móveis de lugar – transformando seu lar em um laboratório. Tão prazeroso quanto ver o resultado era a experiência em si, como um viajante que adora o caminho e o destino final em igual proporção. Quando conseguiu emprego em uma loja de decoração, percebeu que seu mundo profissional giraria em torno dessa área. Incentivado pelos colegas de trabalho – e por Arlon, para quem já prestava assessoria – foi cursar arquitetura.

A sintonia entre seus perfis profissionais foi evidente e providencial desde quando decidiram tornar-se sócios. Ainda que todos os trabalhos sejam feitos a quatro mãos, enquanto Arlon está mais voltado para a concepção de projeto e obras, Carlos fica mais dedicado ao “garimpo” em lojas e no atendimento. Dessa maneira, conseguem explorar o melhor de si, em uma complementaridade de alto grau. Isso se reflete também em suas preferências de materiais. A dupla é fã de elementos naturais e crus, como pedras e madeiras, harmonizando com metais sofisticados. Tecidos a exemplo de linho e couro também entram na lista. “Isso ajuda a dar identidade ao projeto, atendendo aos desejos e necessidades dos moradores em meio a uma proposta autêntica e refinada”, diz Arlon.

Fotografia: SLA Photo Studio ::: Produção: Portobello Shop Criciúma