Um time cheio de sinergia

Os arquitetos do Studio Methafora, de Florianópolis, apresentam projetos que se destacam pela contemporaneidade e autenticidade – sendo que alguns deles já lhes renderam premiações importantes. Tudo é fruto de um sistema de trabalho organizado e funcional, que prioriza a fluidez de processos e a geração de ideias para conceber composições marcantes.

A Mostra Casa Nova 2011 foi o primeiro evento do tipo no qual o Studio Methafora participou. O projeto apresentava o empreendimento Jazz Club, da Woa, e priorizou materiais que fossem reutilizáveis. Por essa razão, as paredes, por exemplo, foram feitas com madeira de caixarias que vieram de obras e voltaram para as obras ao fim da mostra. O mesmo aconteceu com os painéis acústicos aplicados no ambiente, dentro de uma pegada sustentável cativante. (Foto: Fernando Willadino/divulgação)

Basta uma visita ao escritório do Studio Methafora, em Florianópolis, para ver na prática o significado da palavra sinergia. O clima de colaboração é intenso, com pessoas e departamentos dedicados a tornar mais ágeis e eficazes os processos. Esse trabalho em conjunto gera uma unidade criativa que resulta em projetos diferenciados, adequados às necessidades e desejos dos clientes e sempre surpreendentes.

Esse cerne tem sido visto desde a concepção da empresa, estando assim intimamente ligado ao seu DNA. O pontapé inicial foi do arquiteto Michel Mittmann. Ainda na faculdade, ele se destacava pelo seu trabalho com design gráfico e computação gráfica no final dos anos 1990. Assim que se formou, auxiliou na implantação do InfoArq, o grupo de pesquisa da informática na arquitetura na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foi nesse momento que conheceu André Lima, então bolsista daquele setor. Ele logo seria estagiário do Studio Methafora, tornando-se sócio ao conquistar o diploma.

Em meio às dificuldades inerentes a qualquer negócio recém-inaugurado, eles perceberam que suas habilidades no uso de ferramentas de computação poderia ser um diferencial competitivo que alavancaria a empresa. “Nós já éramos referência nesse quesito, principalmente na apresentação dos projetos”, lembra Michel. Com o intuito de intensificar o know-how na área, entra na sociedade o arquiteto Italo Schiochet, que ajudou a fazer dessa esfera um dos eixos de sustentação do escritório. Inclusive, a realização de trabalhos tendo outros arquitetos como clientes ajudava a capitalizar a Methafora. Porém, com o crescimento da companhia, rapidamente o setor de computação passou a atender somente às demandas internas.

Italo Schiochet, Eduardo Momm, Maurício Holler, André Lima e Michel Mittmann. Juntos, formam o núcleo central da Methafora e o departamento de Arquitetura e Urbanismo. (Foto: Fernando Willadino/divulgação)

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