Um mundo de possibilidades

Quatro escritórios de arquitetura da região de Criciúma fazem um tour por empresas associadas ao Clube da Decoração e Arquitetura (CDA) que se destacam em seus segmentos.

A criatividade de arquitetos, decoradores e designers de interiores tem o céu como limite. Viagens, feiras, publicações especializadas… tudo parece inspirá-los. Eles respiram inovação, e sabem muito bem como diferenciar as novidades relevantes das tendências passageiras.

Entretanto, o mercado tem desenvolvido uma velocidade de lançamentos que se tornou desafiadora. Por vezes, é escasso o tempo hábil para acompanhar de perto tudo o que chega às lojas. Dessa maneira, empresários do setor ganharam um papel fundamental, por serem os responsáveis na apresentação das novidades aos profissionais. As idas às empresas então transformaram-se em oportunidades de aprendizado mútuo, nos quais arquitetos conhecem novas soluções e demonstram suas possibilidades nos projetos.

Momentos assim foram vivenciados pelos arquitetos Eduardo Costa, Jaqueline Aguiar, Franciano Valente & Letícia Rosso e Daniela Viana & Lilian Maravai durante as visitas que fizeram a oito associados do Clube da Decoração e Arquitetura (CDA). São lojas e indústrias escolhidas a dedo pelos profissionais, devido ao destaque que alcançaram em seus respectivos segmentos. Conquistaram tal importância não apenas pelos produtos que oferecem, mas também por conta do relacionamento desenvolvido, que gera parcerias diferenciadas.

A revista SuaCASA acompanhou de perto as horas que passaram “garimpando” revestimentos, tecidos, vidros e, entre outros, molduras, pedras e tintas – além de itens de iluminação, móveis e objetos decorativos. Eles contam abaixo o que os cativam e elevam seu potencial criativo, com elementos capazes de redefinir toda a decoração.

Por espaços mais personalizados

Revestimentos cerâmicos da loja Pasetto Pisos e Acabamentos que agradam à arquiteta Jaqueline Aguiar. Ela procura especificar produtos atuais, que expressem a identidade dos proprietários na decoração.

Jaqueline diz preferir revestimentos neutros, bem como porcelanatos polidos e acetinados. “Os retificados eu também aprecio, por terem uniformidade na instalação das peças e visual clean”.

Revestimentos cerâmicos são vistos cada vez mais como elementos decorativos. Nos últimos anos, ganharam diferentes formatos, proporções e principalmente a capacidade de simular materiais como madeiras, metais, tecidos e pedras ornamentais. As cerâmicas receberam texturas imagens e relevos que vão do clássico ao contemporâneo, fazendo das peças verdadeiras obras de arte.

A arquiteta Jaqueline Aguiar conta que esse cenário permitiu maior liberdade para conceber projetos mais elaborados. “Entramos em um outro nível naquilo que entendemos por ambientes personalizados, pois podemos criar composições de fato únicas”, complementa.

Isso leva a outra consequência positiva: os proprietários tornaram-se mais exigentes, tanto em aspectos estéticos quanto técnicos, de modo que Jaqueline precisa escolher fornecedores com os quais possa estabelecer parcerias diferenciadas, a exemplo da loja Pasetto Pisos e Acabamentos. “Quem me contrata já espera que eu os leve em empresas que estejam à altura de suas expectativas”, complementa a profissional.

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Beleza transparente

O uso de vidros em projetos arquitetônicos e de interiores é tão antigo quanto a própria atividade. A evolução nos métodos de manufatura permitiu expandir sua utilização. O material foi para as fachadas, muros, guarda-corpos e, entre outros, coberturas. Em todos os casos, proporciona leveza ao projeto e amplia a visibilidade, seja em projetos residenciais ou comerciais.

As possibilidades são tantas – e em um nível tão aprofundado – que demandam a presença de um fornecedor cujo grau de comprometimento está atrelado à viabilidade do projeto. “É preciso estar em sintonia com uma empresa que dê suporte especializado nas fases de projeto, execução e também na manutenção”, ensina a arquiteta Jaqueline de Aguiar, descrevendo a realidade que ela vivencia com a São Jorge Vidros, de Araranguá.

Ela conta que os vidros, ao mesmo tempo em que conferem leveza e amplitude às composições, propiciam maior interação entre o interior e exterior, valorizando ainda o uso de luz natural – premissas bastante seguidas no estilo contemporâneo.

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Harmonia versátil

Para Daniela Viana e Lilian Maravai, o estilo que o projeto seguirá é fundamental para determinar as estampas e as cores que receberá. “O importante, no fim das contas, é criar peças e ambientes aconchegantes, de acordo com as necessidades dos moradores e com o que nós gostaríamos de criar”.

O que define a alma de um projeto? Não é uma pergunta com resposta fácil, pois depende de uma infinidade de variáveis. Contudo, cortinas, persianas, tecidos e papéis de parede têm papel fundamental na formação da atmosfera dos ambientes. “Cortinas vão além da estética, pois atuam no controle de luminosidade, enquanto o papel de parede pode ser o toque final que está faltando no décor”, dizem as arquitetas Daniela Viana e Lilian Maravai, enfatizando a importância desses itens.

Pelo fato de produtos do tipo estarem em uma esfera diretamente ligada a gostos tão pessoais dos moradores, a dupla costuma fazer visitas a lojas na companhia de seus clientes. Na Casa 12, por exemplo, elas sentem-se à vontade para encontrar o modelo mais adequado em cada projeto idealizado. “Percebemos que eles possuem a sensibilidade necessária a essa tarefa tão relevante”, explicam as sócias.

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A história no décor

Se pedirmos para Daniela Viana e Lilian Maravai falarem sobre uma das tendências decorativas que está em alta elas falarão sobre a composição de quadros nas paredes. Isso vai ao encontro de outra concepção em voga: explorar no décor a história e a personalidade dos moradores. Assim, fotos de momentos especiais e obras de artistas preferidos podem ser harmonizadas ao projeto de interiores, desde que tenham molduras que agreguem valor. “Além do que se retrata nas gravuras, cores e formas das imagens e das molduras compõem com os demais elementos dos ambientes”, explica Daniela.

Dessa maneira, é preciso analisar diversas composições para que se chegue a um resultado harmonioso. Na Galeria R.A., as profissionais contam que podem avaliar uma diversidade de artistas locais e nacionais, contando ainda com um banco de imagens que traz opções diferenciadas na hora compor os quadros, além da variedade em molduras. Essas peças, aliás, fazem a diferença no equilíbrio do ambiente. Se forem espessas, conferem ares imponentes à parede; se finas, suavizam e destacam a obra. “Deve ser proporcional à imagem e ter estilo compatível com o espaço”, conclui Lilian.

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Renovação do potencial criativo

Facilidade de manutenção e valor estético estão entre os principais pontos que o arquiteto Eduardo Costa leva em consideração ao escolher produtos como mármores e granitos. “Observar esses quesitos é a chave para compor ambientes bonitos e funcionais”.

As visitas do arquiteto Eduardo Costa à Marmorart costumam ser encaradas por ele como períodos de aprendizado. Afinal, com o cotidiano corrido que leva, um dos melhores momentos para renovar seu conhecimento sobre mármores, granitos, quartzos e marmoglass é em um local que o coloque em sintonia com as transformações mais relevantes no universo do design. Uma delas é a crescente utilização de quartzo. “Por se tratar de um material industrializado, tem maior resistência a manchas e boa durabilidade”, explica.

Outro item que o profissional destaca são os mármores exóticos. Afinal, dependendo do projeto, conferem sofisticação e personalização aos espaços. Independente da proposta decorativa, ele conta que precisa estar em contato com uma ampla gama de opções. “Assim, fico tranquilo para criar, pois sei que o que eu projetar poderá ser executado depois da maneira necessária”, ressalta.

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Durante visitas à Timape, Eduardo Costa explora lançamentos do mundo das tintas. O contato com as novidades importantes do segmento auxilia o arquiteto a criar propostas decorativas diferenciadas.

Vestindo o projeto

A importância das cores nas atividades ligadas à arte é tão grande que movimenta tendências e determina o que está em alta ou não.

Na arquitetura e no design de interiores, a escolha de determinada tonalidade pode comunicar muito sobre o estilo de vida dos moradores, e de que forma querem vivenciar seu lar. “Basta uma nuance errada para pôr a perder toda a harmonia do projeto”, diz o arquiteto Eduardo Costa.

Cientes dessa dimensão, empresas especializadas em tintas como a Timape buscam estar a par de cada novidade relevante – que não são poucas.

Afinal, diversas empresas desse mercado lançam os próprios guias de tendências, que auxiliam arquitetos, decoradores e designers de interiores a compor espaços diferenciados.

Nesse sentido, surgem também novas possibilidades de texturas, aplicações e acabamentos. “Gosto muito das acetinadas, que proporcionam um brilho discreto muito elegante”, opina Eduardo, detalhando suas preferências em tintas.

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Décor sempre atual

Muito em voga, a procura por uma decoração atemporal transcende estilos, tratando da criação de composições que fiquem longe de modismos passageiros – sendo duradouras do ponto de vista conceitual e técnico. Isso passa pela especificação de móveis e objetos decorativos sutis, sem exageros e ao mesmo tempo com design marcante. “Gostamos de peças exclusivas, que falem por si só”, ressaltam os arquitetos Franciano Valente e Letícia Rosso.

Itens assim eles costumam garimpar na Nane Decorações. Em meio a uma variedade de peças diferenciadas, encontram elementos que tenham ao mesmo tempo valor estético apurado e grande funcionalidade – algo sempre presente em projetos autênticos e atemporais.

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A criação de cenários

O projeto luminotécnico responde por um alto percentual de sucesso nos ambientes. Quando bem executado, evidencia as potencialidades decorativas e enaltece a composição como um todo. Assim, o primeiro passo é determinar qual uso terá cada espaço, conhecendo suas principais características e usando a iluminação adequada em cada local.

Nesse sentido, para os arquitetos Franciano Valente e Letícia Rosso, é fundamental selecionar produtos que reúnam características como precisão nos efeitos, desenho que não destoe do conceito pretendido e que sejam de fácil manutenção. Porém, são tantas variáveis a serem consideradas que por vezes eles consultam especialistas, algo que encontram na Unnaluz. “Não abrimos mão de parcerias pró-ativas, que nos deixem a par das inovações de um setor movido por avanços tecnológicos e lançamentos cada vez mais encantadores”, destaca Franciano.

Para Franciano e Letícia, na definição do projeto luminotécnico não podem faltar peças exclusivas e itens que sejam capazes de oferecer ambientações diferentes para um mesmo espaço. “Luminárias precisam ser versáteis”, sintetiza Letícia.