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16 jan 2021

DECORAÇÃO

Bem receber: halls de entrada para encantar
DECORAÇÃO

Bem receber: halls de entrada para encantar

Como você gostaria de ser recepcionado todos os dias?

Como o prólogo que abre um bom livro, o hall de entrada precisa ser uma introdução, uma expressão inicial da obra. O espaço apresenta os próximos ambientes — um gostinho do estilo e da atmosfera que vêm a seguir. Se a primeira impressão é a que fica, é importante manter um olhar atento ao projeto, que não merece ser subestimado.

Ao pensar na proposta para o local, logo vem à cabeça a palavra funcionalidade. É nele que ficam chaves, sapatos, correspondências, bolsas e outros pertences que são levados ao sair de casa. As recentes mudanças no modo como nos conectamos com o mundo a partir do momento em que colocamos os pés para fora fizeram com que o hall se tornasse ainda mais importante para esses fins. No contexto atual, é onde ocorre a transição do externo para o interno e vice-versa.

Além da parte funcional exigida, a decoração é um elemento-chave no ambiente. Sem limites para imaginação, arquitetos e designers exploram diferentes estéticas em composições que surpreendem quem atravessa a porta. Pinturas ousadas, papéis de paredes, tapetes, espelhos, móveis, plantas e obras de arte podem transformar um ambiente, até então, simples, em sinônimo de autenticidade — apresentando, logo na entrada, a personalidade de quem habita os espaços. Para os clássicos, um lustre que ilumina os detalhes; para os contemporâneos apaixonados pelas selvas urbanas, arranjos que trazem a beleza orgânica da natureza para o interior.

OSA ARQUITETOS

O hall privativo desenvolvido pelo escritório OSA Arquitetos recepciona quem sai do elevador social e entra pela porta principal do apartamento. É composto por poucos elementos, porém com formas, cores e texturas impactantes.

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O quadro com cor vibrante e a poltrona Estrela, assinada pelos irmãos Campana, destacam-se na proposta que possui uma de suas paredes revestida em cortina preta. Ao lado, na parede que emoldura o quadro, o forro em espelho ajuda a ampliar o espaço, destacando a iluminação e valorizando as cores da obra e as sombras da poltrona na proposta que desperta sensações.

Para o arquiteto Osvaldo Segundo, não há regra a ser seguida na hora de decorar e criar o projeto luminotécnico: “No caso da iluminação, pode ser algo mais intimista ou mais claro. Podemos trabalhar com luzes indiretas ou peças decorativas, como abajures de mesa ou de piso, ou ainda lâmpadas mais direcionadas para algum objeto. Os objetos dão vida e identidade ao ambiente que, por ter poucos elementos, evidencia a decoração”.

MARCELO SALUM

Pensar fora da caixa. Para o arquiteto Marcelo Salum, é esse o segredo para criar um hall de entrada diferenciado. “Podemos expressar a identidade do projeto, mas também ousar por ser um ambiente de passagem”, sugere. Inspirado no pensamento do arquiteto Isay Weinfeld de que “a arquitetura, como um bom filme, precisa ter um bom começo”, o profissional assina espaços receptivos que se destacam em seus projetos.

Para o apartamento com estilo clássico, a proposta foi a criação de um ambiente moderno com revestimentos em madeira freijó, que encapsulam o cômodo. Os tons amadeirados das lâminas criam uma atmosfera acolhedora perfeita para esquecer o mundo lá fora.

Obras de arte são indispensáveis nas composições de Marcelo — sempre iluminadas por uma iluminação intimista com peças pontuais, como arandelas e abajures, que proporcionam aconchego. Pinturas, esculturas, flores, tapetes e fotografias são elementos que aparecem nas criações do profissional.

Quem gosta de conferir o look antes de sair de casa pode aproveitar para incluir um espelho na composição, além de um móvel para colocar os calçados — de acordo com arquiteto, um hábito que chegou para ficar: “Uma tendência interessante é a escolha de um móvel para que os moradores e convidados possam usar para guardar seus pertences e trocar os sapatos por pantufas, que o próprio anfitrião oferece”.

ROBERTA ZIMMERMANN

Para a arquiteta Roberta Zimmermann, criadora do projeto para o hall do condomínio localizado no coração da principal avenida de Balneário Camboriú, os elementos essenciais para esse tipo de ambiente são luminosidade natural e espelhos, além de poucos e bons lugares confortáveis para as ocasiões em que é preciso aguardar.

No edifício com estética moderna, o objetivo foi conceber uma proposta minimalista, ousada e que expressasse a identidade visual do empreendimento. “Usamos mármore Pighes no piso e fizemos as paredes em madeira macassar natural, com efeito alto brilho e espelhos”, explica Roberta.

Por ser um espaço de passagem, há alguns pontos fundamentais na elaboração do ambiente em locais com múltiplos acessos. Entre eles, a escolha por elementos resistentes, tanto na escolha de materiais quanto no design. Nesse sentido, Roberta prioriza objetos grandes e pesados a fim de evitar acidentes.

Para a decoração, a palavra-chave é impacto: característica alcançada com o uso de vasos, além de obras de arte. “É fundamental que o hall de entrada seja leve, priorizando espaços para circulação, com uma iluminação agradável e, preferencialmente, amarela”, destaca a arquiteta.

THAYANE SANTANA

A cultura árabe foi a fonte de inspiração para a concepção do hall assinado pela arquiteta Thayane Santana. Ao entrar no empreendimento, os guarda-corpos em metal dourado direcionam o morador ao pórtico em mármore translúcido com a porta em
metal trabalhada em desenhos geométricos, dialogando com a estética do edifício.

Como na moda, uma mistura ousada de texturas e padronagens é explorada pelo escritório na composição. Cores complementares em tons vibrantes criam contrastes, como o laranja terracota e o azul turquesa, contornando as formas que permeiam as
paredes.

Os espelhos unidos ao LED conferem uma ideia de amplitude ao ambiente. Posicionados paralelamente, as peças de iluminação refletem e passam a impresssão de multiplicar-se pelo caminho. No extenso corredor, o piso em revestimento vinílico traz consigo o conforto necessário para o aconchego de quem passa pelo local.

Os painéis geométricos presentes na porta aparecem novamente revestindo a parede do segundo corredor e direcionando ao hall de espera do elevador, conectado a um layout que valoriza a integração. Elementos funcionais, como itens de segurança, são armazenados por uma estrutura que recebeu a mesma cor das paredes — uma estratégia que camufla objetos necessários, porém ruidosos.

Mesmo que breve, a passagem pelo hall de entrada pode ser uma fonte de inspiração para o dia que está prestes a começar, assim como uma recepção prazerosa para quem chega em casa. É assim a rotina dos moradores do edifício que teve seu ambiente
de boas-vindas concebido pela arquiteta Thayane Santana.

O primeiro passo foi pensar na questão funcional. Afinal, os dois elevadores ocupam a totalidade de uma das paredes do espaço. O layout foi desenvolvido a partir das estruturas, com uma disposição inteligente dos elementos, que permitiu fluidez à proposta.

Quem chega ao local sente a proposta de uma forma multissensorial. Texturas, cores e formas misturam-se em uma composição harmoniosa, que passa longe da monotonia. Os moradores e visitantes são recepcionados por uma porta com estrutura dourada — tom atemporal que mostra, logo no início, a estética ousada do décor.

O tom de verde das paredes realça o veludo, tecido escolhido para o revestimento, criando uma base que, por si só, arranca suspiros. Em um charmoso contraste, a poltrona em couro marrom simboliza a sofisticação e o conforto que permeiam o espaço. Protagonista, a obra de arte reúne as cores que dão vida à proposta que é pura autenticidade.

MODERNE ARQUITETURA

Com um layout que conecta as áreas sociais e íntimas de um jeito fluido, a residência assinada pelas arquitetas Thaís Cardoso Dominguez Parente e Iohana Zen Cherem recebeu uma proposta que traz conforto e identidade para o lar. O desejo inicial era valorizar o pé-direito, concretizado a partir da iluminação que consiste em três pendentes centrais de diferentes níveis.

De uma forma divertida e sofisticada, a composição de pufes e mesas quebra a monotonia, ganhando elementos de decoração para que os clientes pudessem brincar e criar. As profissionais da Moderne Estúdio dizem que não há uma regra para esse tipo de ambiente, e que dependendo da sua posição, pode-se ousar na produção. A distribuição do layout é a chave, seguida do cuidado com objetos, acabamento e design.

ALEXANDRE VOIGT

A arquitetura neoclássica permeia o hall de entrada assinado pelo arquiteto Alexandre Voigt, que criou ao longo da carreira um portfólio marcado por dezenas de projetos para ambientes coletivos de prédios residenciais, como este.

Logo na entrada, as portas exibem o luxo que guia a proposta arquitetônica e de interiores, com inspiração no movimento — dos contornos aos materiais com texturas arrojadas das estruturas imponentes.

Na releitura do estilo, o arquiteto explora os elementos estéticos nas paredes, com revestimentos em madeira, boiseries e longas cortinas com caimentos tradicionais. Os móveis com design atemporal, os lustres clássicos e o uso de materiais de alto padrão conferem ao espaço status de nobreza.

ZUCKI BELLINCANTA

Para a arquiteta Eduarda Zucki, do escritório Zucki Bellincanta Arquitetos, o segredo para compor espaços receptivos e práticos é explorar objetos que, além de decorativos, carreguem consigo funcionalidade, como livros, que podem ser folheados por um período de tempo. No projeto assinado pelo estúdio de arquitetura, a palavra-chave para a criação foi contemplação — uma inspiração que veio do nome do edifício.

O espaço traz em sua identidade uma união entre arte, com obras assinadas pelo artista Julian Gallasch, e a leveza dos materiais nobres e móveis de design assinado, que conferem sensações únicas a quem passa pelo local. “Fizemos a leitura do conceito e desenvolvemos soluções que transcrevem naturalmente a ideia, como nesse empreendimento, que tem na sua fachada uma street art de 120 metros quadrados, assinada pelo mesmo artista que desenhou a obra do hall”, conta Eduarda.

GEORGIA GAMBORGI

A movimentada região central de Chapecó exige um espaço de descompressão ao chegar em casa. Em meio ao ritmo urbano frenético, o hall projetado pela arquiteta Georgia Gamborgi tornou-se um oásis que dá boas-vindas aos moradores cotidianamente. Por ser privado, houve liberdade para elaborar um ambiente personalizado, de acordo com desejo da cliente, que queria impacto desde a saída do elevador.

O escritório trabalhou com painéis em relevo, camuflando as portas — uma decoração que identifica o acesso social. O mármore Bronze Armani polido, os espelhos e a marcenaria em laca acetina branca colaboram para uma composição leve, enaltecida por um projeto luminotécnico pontual. “Aposto em um boa iluminação e no espelho como elementos que não podem faltar. Sigo a técnica do Feng Chui para que todas as energias negativas reflitam e saiam pela porta”, sugere a arquiteta.

THAIS SANTANA

E por que não pensar em um hall de entrada que una praticidade e funcionalidade? No projeto da arquiteta Thaís Paul Santana, o ambiente tem dupla função: ao mesmo tempo que é um local para guardar os pertences — bolsas, sapatos, guarda-chuva —, é também um elemento de composição do décor, recebendo adornos ou se transformando em um bar para dias de festa. Os materiais escolhidos mantêm a sintonia e o diálogo entre os espaços, prevalecendo o MDF Nude Vel e o MDF amadeirado Carvalho Nice nos detalhes.

O ponto charmoso da composição foi a sapateira, que recebeu acabamentos especiais. A arquiteta revela que o ponto de partida para o cartão de visitas é avaliar os hábitos diários dos clientes a fim de oferecer soluções eficientes. Para finalizar, um toque dapersonalidade dos moradores , que pode ser revelado por meio de um porta-retrato da família, um vaso com flores, uma bomboniere e o difusor de aromas especiais.

PAULA CORRÊA PEREIRA

Conexão do externo com o interno, o hall de entrada é o espaço de acolhimento e também de movimentação — seja de uma casa ou de um edifício. A inspiração mais naturalista, que exibe e dialoga com o exterior, sinalizando a transição entre as áreas, confere o tom deste projeto assinado pela arquiteta Paula Corrêa Pereira. A proposta faz parte do edifício localizado no cânion de Bom Jardim da Serra, traduzindo a escolha por materiais, cores e elementos elegantes na composição.

Por ser um ambiente de passagem, que permite o acesso para moradores e visitantes, é necessário ser acolhedor, mas também prático. Peças e materiais resistentes conferem a funcionalidade exigida, enquanto as obras de arte são as favoritas para protagonizar o décor. A profissional acredita que a iluminação natural existente é essencial no contato entre as diferentes áreas, produzindo uma sensação de extensão e aconchego necessária para o ambiente.

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