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20 set 2021

DECORAÇÃO

Color blocking: para colorir os dias
Foto: Rudi Razador
DECORAÇÃO

Color blocking: para colorir os dias

Mentes criativas de diferentes áreas passeiam pelo círculo cromático à procura de composições inspiradoras, entre elas, arquitetos, designers e decoradores que apostam no color blocking para colorir os espaços que habitamos.

Doze cores formam o círculo cromático: três primárias, três secundárias e seis terciárias. Entre elas, são infinitas as possibilidades.

Moda e arquitetura versam, essencialmente, sobre expressão: uma sobre a do próprio eu; outra, sobre os cenários do cotidiano. Por meio de formas, volumes, texturas e cores, contam histórias, provocam sensações e inspiram a busca por um mundo mais belo. Ao longo do tempo, ambas trocaram entre si conceitos e estéticas que funcionam de jeitos diferentes, mas têm a mesma natureza, como o color blocking — tendência que retorna periodicamente às passarelas desde os anos 70 e, atualmente, se estende para a decoração.

Das telas do pintor holandês Piet Mondrian, que explorava as cores primárias — azul, vermelho e amarelo —, além de branco e preto, no movimento neoplasticista, para a coleção do designer de moda francês Yves St. Laurent, a ideia de trabalhar com a pureza das cores e seus contrastes é uma estratégia que materializa a intensidade do color blocking. Hoje, a tendência vai além dos ateliês de alta costura e transforma os espaços que habitamos com ousadia e personalidade.

“Costumamos apostar em tons mais neutros e materiais naturais de maneira geral, mas alguns projetos diferenciados permitem o uso de cores mais vibrantes, de color blocking monocromático a misturas
interessantes”, conta a arquiteta Sara Moretti. Foto: Fabio Jr. Severo

Por definição, o color blocking consiste no uso de uma ou mais cores em demasia — mais precisamente, como o principal destaque de um look ou de um projeto arquitetônico ou de interiores. O primeiro passo para entendê-lo é passear pelo círculo cromático, elemento que abriga 12 cores. As combinações surgem a partir da análise dessa esfera: cores que estão em lados opostos, por exemplo, combinam suas características e agregam estilo a propostas decorativas, atingindo juntas objetivos que não conseguiriam se estivessem sós.

Entre combinações análogas e complementares, com tons fortes ou pastéis, os projetos que apostam no bloqueio de cores passam longe da monotonia. Seja por instinto ou por técnica, não é incomum encontrar criações que mostram a pluralidade e a vivacidade do color blocking, afinal, a tendência não passa despercebida, tanto em elementos estruturais quanto nos detalhes.

Foto: Fabio Jr. Severo

Comumente explorado na arquitetura de interiores, o color blocking monocromático aposta em uma única cor, que aparece brandamente no décor com variações de intensidade. Entre sub e sobretons, a cor eleita estampa elementos amplos, como paredes, tetos, portas, pisos e marcenarias, assim como objetos de decoração e peças soltas.

Leve e conectado com a beleza orgânica da natureza, o projeto assinado pelo escritório VIVA Arquitetura traz essa ideia. “Quando apresentamos a cozinha totalmente verde e bem color blocking, foi um encantamento na família inteira”, conta a arquiteta Sara Moretti. Optou-se, então, pelo ladrilho hexagonal para compor com o tom verde da marcenaria e fortalecer a ousadia da proposta.

Foto: Fabio Jr. Severo

O local faz parte de uma área social integrada com a sala de estar e jantar, que receberam outros materiais e cores mais sóbrias, deixando o destaque principal para a cozinha – que sempre foi o principal ambiente de confraternização familiar. Assim, foi alcançado um equilíbrio na paleta de cores.

Em propostas monocromáticas, o uso de uma cor não se limita a um único tom. As tonalidades vizinhas da cor eleita no círculo cromático, quando combinadas, resultam em paletas harmônicas que enchem de personalidade as mais variadas propostas arquitetônicas e de interiores sem deixar de lado a elegância. Chamada de análoga, essa combinação de cores próximas é uma aposta segura de explorar o color blocking na decoração.

As áreas interna e externa se unem para mostrar a beleza da conexão com a natureza por meio de diferentes tons de verde. Foto: Rudi Razador

Essa sutileza marca a linguagem do projeto concebido pela arquiteta Bruna Tácito, construído com o objetivo de trazer os materiais em sua essência. A cozinha é o centro da proposta: é ela quem acolhe a família de origem mineira que valoriza as suas tradições.

Com grandes janelas, a casa se integra à natureza estonteante, o que motivou a arquiteta a trazer o verde para dentro no balcão da ilha. “O tampo de madeira deixa a cozinha com um aspecto natural, além de aconchegante”, conta Bruna. A arquiteta explica que optou pelas banquetas laranjas para criar uma brincadeira com as cores do projeto, saindo do óbvio com originalidade. Para ela, o uso de cores vibrantes, além de estimular a criatividade, leva irreverência a projetos, tornando-os atraentes. “Minhas queridinhas são verde com laranja, verde com magenta e ocre com bordo”, sugere a arquiteta. “Temos uma gama super legal de cubas com cores que podem trazer essa bossa a lavabos, por exemplo. Podemos sempre ousar”.

Uma cor, inúmeras intensidades. O verde assume o protagonismo no décor como uma forma de reaproximação da natureza representada, aqui, pela poltrona Mia. Foto: Kacio Lira

Na contramão das cores vibrantes que roubam a cena na decoração, há quem escolha paletas mais sóbrias, somando a força do color blocking com a solidez de tons frios. Representante do time de profissionais que preferem matizes neutras, a arquiteta Mariane Bassegio prioriza o clássico black and white em suas criações. “Meu mood color blocking do momento, sem dúvidas, é o preto e branco. Essa combinação torna tudo mais contemporâneo e traz um ar minimalista. Amo usar o contraste dramático do P&B tanto na arquitetura como na decoração”, revela.

Assim como Mariane, os designers de interiores Pamela Aduati e Eduardo Silva, do escritório Home DSGN Interiores, apostam no total white em suas composições. “Já usamos em paredes geométricas as cores terracota e cinza, aproveitando esse efeito para ocultar a passagem ao pintar parede e porta da mesma cor, mas não necessariamente precisamos usar uma cor de contraste. O branco também funciona. Em uma cozinha, por exemplo, o destaque para a torre quente e geladeira forma um color blocking único com tons neutros que amamos”, avalia Pamela.

A força intrínseca do vermelho pode tornar sua aplicação desafiadora. Quando bem utilizado, o color blocking com diferentes intensidades da cor transforma os espaços, do vinho aos tons mais claros. Compacta, com linhas orgânicas e ergonômica, a poltrona Arouca, do designer Richard Daniel, recebeu a cor em uma combinação análoga. Foto: Kacio Lira

Exemplo clássico do estilo color blocking, a cozinha concebida pelo escritório Tufi Mousse Arquitetura trata o bloco de cor de forma leve e elegante com uma cor forte e vibrante. “Neste exemplo podemos perceber que o uso de uma cor intensa repetida em formas diferenciadas suaviza e gera personalidade em ambientes amplos, reafirmando o potencial de solução estética com o efeito”, justifica Tufi.

Com o uso de tons de cinza nos armários inferiores e matizes neutras nas paredes, o vermelho, que é naturalmente marcante, dá vida a uma composição equilibrada e autêntica.

Para Tufi, ressaltar alguns tons de uma mesma cor dentro dessa massa monocromática também pode ser interessante, pois realça as formas e a plasticidade dos elementos da composição. Foto: Lio Simas

O arquiteto acredita que o color blocking traz o melhor do efeito jovial e gera muita personalidade quando a cor predileta do cliente é eleita. “Utilizamos constantemente a técnica em nossos projetos de arquitetura de interiores. As composições são inúmeras pois podem variar dos tons de branco aos grafites. Composições policromáticas em cores vibrantes são muito interessantes e expressivas pois fortalecem o efeito da cor sobre a forma das peças compostas”, explica.

Utilizar o color blocking na decoração vai além de uma simples escolha de tons”, afirma Andréa Timm, autora do projeto para este quarto que traduz a personalidade arrojada e eclética de uma jovem estudante ao explorar a cor vermelha no mobiliário. Foto: Rudi Razador

Ao contrário das cores análogas, que estão próximas no círculo cromático, as complementares ficam de lados opostos. Como o próprio nome diz, elas unem suas forças e combinam suas características antagônicas, formando composições ímpares.

As arquitetas Natalia Garofalo e Rafaela Alessandra da Rocha, do Mútuo Studio, compartilham um portfólio marcado pelo uso de color blocking de diferentes formas. Especialista no assunto, o duo costuma contrapor uma cor marcante com algum material natural de cor mais neutra, como um verde bandeira com lâmina de madeira natural ou um terracota com mármore nero marquina. “Quando se trata de composição com cores, não temos muitas regras, vamos mais pela nossa percepção do que fica harmônico esteticamente no projeto, porém usamos sempre cores complementares do círculo cromático, que resultam em um equilíbrio visual maior”, sugerem as arquitetas.

Posicionados em lados extremos, o verde e o vermelho são exemplos de cores complementares. Juntos, formam um color blocking que mostra que não passa despercebido, como mostra a
poltrona Stern High, de Rodrigo Delaz. Foto: Kacio Lira

Já a arquiteta Iara Ribeiro enxerga no verde um universo de possibilidades. Por isso, tem a cor como uma de suas preferidas, assim como o uso de tonalidades análogas, com nuances de cinza em mobiliário fixo e peças como poltronas, cadeiras, almofadas e mantas. “Quando é um ambiente comercial, prefiro ousar e até arrisco a combinação de cores complementares em alguns detalhes. A composição monocromática costumo usar em dormitórios, principalmente tons de rosa e azul”, diz Iara.

Giratória e com detalhes em madeira nas laterais, a poltrona Cotti em veludo verde se opõe aos tons de vermelho em uma harmonia singular. Foto: Kacio Lira

Com a integração como premissa em projetos contemporâneos, elementos gráficos entram em cena para setorizar áreas visualmente sem comprometer a circulação. A dica é do trio que comanda o escritório 3P Studio, Aline Pires, Julia Prado e Natália Prates. “É possível usar o color blocking para delimitar um espaço sem precisar de muitos elementos decorativos, como um hall ou um home office no meio da sala. Experimente pintando paredes e teto! Se você ainda tem receio de usar cores muito intensas, procure uma paleta mais terrosa ou acinzentada e abuse da criatividade”, sugerem.

A madeira contrasta com a frieza do verde na cozinha executada pelo 3P Studio, uma forma de aplicar o color blocking e valorizar as características naturais dos materiais. Foto: Rafael Ribeiro

Na cozinha residencial aberta para a sala de estar, a combinação entre tons quentes de madeira, quase avermelhados, se opõem ao verde da marcenaria em perfeita sintonia. O ambiente aposta no tom musgo para demarcar esse espaço diante dos demais. A tonalidade foi usada nos móveis a partir da laca e na ilha com revestimento, criando uma unidade visual marcante na técnica de bloqueio de cores.

Foto: Rudi Razador

Entre uma taça de vinho e a obra de arte “Castelo de vinhos”, de Juarez Machado, surgiu a harmonização perfeita para a escolha da cor terroir, protagonista do color blocking executado pela arquiteta Cristina Reinet, do KZA Arquitetura. A prevalência do tom tem sua forma bem marcada nos móveis da cozinha e do bar executados pela Florense, que se conectam às tonalidades dos tijolinhos, do piso amadeirado e dos tapetes na sala. O equilíbrio do espaço se dá em contrapartida das paredes e teto cinzas com serralheria preta.

Foto: Rudi Razador

Elementos que contam a história da família, como a mesa de jantar, os sofás da sala de estar e o quadro da criação de Adão, de Michelangelo, foram cuidadosamente pensados para também serem protagonistas nessa grande reforma. Em meio a uma atmosfera cênica dos espaços, as velas e as iluminações indiretas conferem a todo o espaço um astral romântico e acolhedor propício para as atividades que o casal mais gosta de fazer: receber a família e os amigos ao redor da mesa. Agora, em um cenário marcado pelo color blocking.

Apesar de marcante, o color blocking cria um cenário que valoriza os elementos protagonistas, como a obra de arte do espaço social projetado pelo KZA Arquitetura. Foto: Rudi Razador

“O color blocking traz uma sensação de união e personalidade. Gostamos de utilizá-lo quando o cliente já é familiarizado com ambientes mais descolados ou marcantes”, revela a arquiteta Cristina Reinert, do KZA Arquitetura. “Dessa forma, alinhamos questões de preferências e trabalhamos as cores para criar efeitos de contraste e conexão. Quadros e elementos de decoração dentro da paleta trabalhada permitem um tom sobre tom conectado com o espaço”

A poltrona Nea em um tom de laranja expressa a elegância da tonalidade quente com um design que valoriza o conforto. Em tom fechado em uma combinação de cores análogas, esbanja sofisticação em propostas para todos os tipos de ambiente, da área social ao espaço íntimo. Foto: Kacio Lira

Primária, atemporal e versátil, a cor azul proporciona uma aura de serenidade na decoração. Foi ela a eleita para o color blocking no quarto projetado pelo escritório Tufi Mousse Arquitetura.

A unidade visual alcançada com o uso do azul na proposta assinada por Tufi Mousse marca a composição, exemplificando uma das principais vantagens do color blocking: a harmonia. Foto: Mariana Boro

Pelas mãos do arquiteto, portas e marcenaria foram revestidas por um tom intermediário. “O quarto do menino ganha forma e amplitude no momento que unimos as formas dos roupeiros com a porta do banheiro da suíte e espaço de estudos, todos numa mesma cor, gerando um elemento único e mais expressivo dentro do quarto e destacando-se com as demais cores”, conta Tufi.

Foto: Mariana Boro

A proposta representa a versatilidade da técnica, que pode ser inserida de formas diversas compondo armários, pisos, portas, movelaria solta e objetos que, unidos, geram um efeito contemporâneo ao ambiente, explica o arquiteto. “Color blocking traz o melhor do efeito jovial e gera muita personalidade quando conseguimos usar a cor predileta do cliente”.

Monique Rossetto e Felipe de Medeiros, do escritório Medeiros Rossetto, costumam optar pela utilização de cores análogas, como na composição com a poltrona Cover, de Rodrigo Delazzari. “Separadas por duas cartelas, utilizamos as cores frias e paletas de cores quentes. Mas isso nunca é uma regra para nós, apenas um partido”. Foto: Kacio Lira

Dar vida e movimento aos espaços. Para os arquitetos Franciano Valente e Maick Rocha, do TETO Arquitetura Unificada, o color blocking assume com maestria essa missão. Cientes da tendência na arquitetura, tanto em projetos arquitetônicos quanto de interiores, o duo afirma que é preciso se aprofundar e respeitar a identidade do cliente na hora de conceber espaços com a técnica para evitar exageros.

Com design de Roque Frizzo e tons de azul, a poltrona Capadócia, da Saccaro, foi inspirada nos balões que colorem os céus da Turquia. Em contraste com o laranja, cor complementar ao azul, a peça se destaca na composição. Foto: Kacio Lira

“Uma dica é apostar na cor do ano da Pantone, que aparece democraticamente e com intensidade principalmente na moda. A ideia da cor e a proporção da mistura se torna válida quando é dosada com inteligência”, acreditam os profissionais. “A arquitetura contemporânea é muito eclética e permite perfeitamente a mistura de estilos e tendências que busquem atender ao briefing do cliente, que é muito peculiar e mesclado. Mesmo quando nos pedem algo neutro e sóbrio, o ponto de luz em objetos marcantes ganha destaque quando se faz necessário dar força e identidade ao projeto”.

Em um tom fechado de laranja, a poltrona Velvet contrasta com os tons de azul, posicionados no lado oposto do círculo cromático, na combinação complementar. Foto: Kacio Lira
No espaço kids desenvolvido por Rodrigo Borges, a combinação complementar entre laranja e azul, cores opostas no círculo cromático, é a protagonista. Foto: Dani Buzzi

Em propostas com bases neutras, pontos de cor materializam o color blocking em elementos-chaves, como eletrodomésticos e objetos de decoração. Embora sejam as misturas hipersaturadas que estão no centro da tendência, versões mais sutis também são possíveis, o que torna a proposta bastante flexível e universal.

No projeto assinado pelo escritório OSA Arquitetos, é o fogão o elemento de destaque na cor amarela. Com marcenaria e revestimento brancos, é na peça que o color blocking ganha vida. “Temos usado o amarelo em muitos projetos. A prevalência do branco nos ambientes transmite sensação de paz, silêncio e amplitude e pode destacar outros elementos do projeto e do ambiente. A sensação de aconchego e conforto se dá através dos materiais e texturas dos elementos”, defende o arquiteto Osvaldo Segundo.

Detalhes sutis, mas cheios de personalidade. O color blocking no principal eletrodoméstico valoriza o lado gastronômico do ambiente, deixando-o em destaque. Foto: Fabio Jr. Severo

O profissional acredita que a finalidade do espaço interfere no conceito do projeto e o conceito está diretamente ligado às cores, sejam monocromáticas ou não. “Penso que mais importante que o humor causado pelas cores, é o gosto e identificação do cliente pela determinada cor. Se uma pessoa não gosta do azul ou vermelho por algum motivo, não tem o pq projetar pra ela com essas cores”.

A poltrona Monalisa foi iluminada pela cor amarela que, além de ser a cor do ano, é comumente explorada em composições que têm o color blocking como destaque. Assinada pelo designer Richard Daniel, a peça conta com espaldar alto, ergonomia diferenciada, base giratória em alumínio e laminada em madeira. Foto: Kacio Lira

Aplicar o conceito color blocking na decoração pode ser um pouco diferente da aplicação com a moda, de acordo com o arquiteto Henrique Lima. “Entendo que na decoração nem sempre é fácil alterar certos elementos de um ambiente e isso requer mais cautela”, confessa. “Procuro aplicar de acordo com a personalidade dos usuários. Gosto das composições com amarelo e azul e, sobretudo, composições em tons pastéis”.

Foto: Rudi Razador

Peculiar, a combinação entre amarelo e roxo é irreverente e cheia de personalidade. Para o arquiteto, autor do projeto que apostou na composição complementar em um espaço gastronômico marcante, é importante utilizar as cores de forma livre, mas sempre em harmonia. “A composição de tons deve ser muito bem estudada. Precisamos avaliar sempre o ambiente como um todo. Objetos decorativos podem ser facilmente garimpados para dar ainda mais ênfase neste visual”, acredita.

A poltrona Colette tem seus contornos evidenciados na composição complementar que aposta na dualidade entre roxo avermelhado e amarelo — exemplo de combinação oposta de color blocking. Foto: Kacio Lira

Para a área gourmet do projeto, os clientes solicitaram um ambiente único, alegre e divertido. Não queriam o famoso ambiente clean, contemporâneo em tons de cinza. “Trabalhamos as composições com uma seleção de materiais e acabamentos bem diferenciado. Nas marcenarias utilizamos tons pretos e detalhes em laca amarela, com aplicação de frentes de gavetas em tom berinjela e ladrilhos hidráulicos em tons de cinza e azul pastel”, explica Henrique.

Ronald Sasson traz originalidade e uma pitada de futurismo na poltrona Reverse, uma peça marcante pelos seus traços e curvas. Foto: Kacio Lira

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