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22 set 2021

ARQUITETURA

De bar em bar
Foto: Fábio Jr. Severo
ARQUITETURA

De bar em bar

Poucos espaços públicos são tão democráticos quanto um bar — e poucos conceitos estão presentes de forma tão parecida em culturas tão diferentes.

Foto: Fábio Jr. Severo

Salute! Prosit! Tim, tim! Lugar de celebrar a vida, encontrar os amigos e apreciar bons drinks, o bar é mais do que um cenário onde pessoas se reúnem para beber alguma coisa — alcoólica ou não — e para degustar uns petiscos, que mais incentivam a conversa do que propriamente matam a fome. O desejo cada vez maior por sofisticação e qualidade acabou aproximando o local da arquitetura, da arte, da gastronomia e de tantas outras áreas do conhecimento humano, no intuito de fazer desses espaços grandes refúgios de prazer e relaxamento.

No Mino Osteria, em Balneário Camboriú, o escritório Vanessa Larré Arquitetura cria uma releitura da Itália, com uma mesa compartilhada sob os pés de limão siciliano, que acrescentam cores, texturas e aromas ao ambiente.. Foto: Fábio Jr. Severo

A história conta que, no Reino Unido, os bares foram tão importantes para a cultura local que, quando o governo britânico proibiu o consumo de álcool em espaços públicos para facilitar a taxação sobre o produto e controlar os baderneiros, o número de Pubs — abreviação para public houses — explodiu. Por lá, e cada vez mais por aqui também, é comum encontrar donos de bares que moram em cima do estabelecimento e que fabricam a própria cerveja. Eles são a alma do local e fazem dele as suas vidas.

No coração do projeto, uma bancada ampla onde são compartilhadas rotinas e conversas e que também dá espaço a um farto buffet no almoço e rodadas de drinks ao anoitecer. Foto: Fábio Jr. Severo

Com o passar do tempo, a violência nas grandes cidades, as mudanças de costumes e a busca por exclusividade e conforto acabaram trazendo os bares também para dentro das casas. A intenção é sempre a mesma: confraternizar e se divertir, mas agora com o tom dado por cada proprietário e com a facilidade de se estar a poucos passos de distância da cama. Contudo, dentro de casa o bar precisou se adaptar, para que se integrasse bem aos outros ambientes e para que não se tornasse um problema para o sossego de todos os moradores. No fim das contas, ele virou artigo de desejo de muita gente e se amalgamou tão bem às casas quanto às culturas de vários povos.

O ambiente é intuitivo. Assim, o usuário compreende logo de cara a se comportar no espaço. A iluminação forte ou pontual foi evitada para fugir de layouts muito fixos. Foto: Rafael Ribeiro

O ritmo de vida pós-moderno obrigou os bares a adquirirem também uma multifuncionalidade que nunca lhes foi comum. Com pouco tempo em suas vidas, as pessoas precisam encontrar várias soluções para suas necessidades em um único espaço e resolver tudo o mais rápido possível. O projeto “A Fábrica – working bar”, do Studio 3P Arquitetura, de Florianópolis, funciona como bar à noite e café e coworking de dia. O segredo da metamorfose está na iluminação.

É importante diagnosticar as características do bar logo no início de desenvolvimento do projeto. Cores, texturas, iluminação e marcas vão ajudar a definir o público-alvo. Foto: Rafael Ribeiro

Durante o dia, os pontos focais iluminam melhor o ambiente para uso do café; à noite, as grades ajudam a diminuir a incidência de luz, trazendo uma iluminação indireta e criando um espaço mais intimista. A Fábrica é, por assim dizer, totalmente flexível. Conta com um mobiliário que pode ser deslocado ou rearranjado conforme a necessidade, permitindo inclusive que o espaço seja disponibilizado para eventos.

Juliette Binoche e o belo cenário da piscina de “Trois Couleurs: Bleu” estão representados nos azulejos da piscina que ocupam a maior parte das paredes do bar. Foto: Fábio Puttini

Bares temáticos costumam gozar automaticamente de uma identidade muito marcante e atrair diversos públicos: desde os simples curiosos até os já perdidamente apaixonados pelo tema. Nesses casos, logo no início do planejamento, é preciso recorrer a extensas pesquisas e a ferramentas típicas da narrativa textual e audiovisual, na tentativa de melhor contar uma história proposta. É necessário também entender o entorno, a micro-comunidade em que o bar estará inserido, para que possa extrair o máximo do lugar de implantação, e que não só receba, mas também retribua positivamente à cidade.

O bar sempre pede um clima mais intimista, com o conforto de uma luz baixa. No Madalena, o néon azul e rosa nas paredes e varandas transporta os frequentadores aos convidativos bares do século XVIII. Foto: Fábio Puttini

Esta foi a base conceitual usada pelo Estúdio Emanuella Wojcikiewicz, de Florianópolis, para a concepção do Madalena. O bar fica no centro histórico de Florianópolis e carrega uma estética claramente feminina inspirada na série Twin Peaks, no episódio San Junipero da série Black Mirror, no filme Liberty is Blue e em dezenas de outras referências, como a cultura das antigas fitas VHS.

No Quadra Bar, Emanuella Wojcikiewicz recriou a atmosfera esportiva dos anos 70, explorando a cor da luz do fim dos dias de happy hours: o laranja, que também representa a positividade, o chopp e o sabor. Foto: Lucax Vieira

O revestimento de parede, todo em madeira de reflorestamento, gera sensação de conforto aos frequentadores. Além disso, remete ao conceito de uso consciente dos recursos naturais.

O Quadra costuma receber fãs de esporte. Por isso, apostou em estares com sofás confortáveis e em tons terrosos, além de boa comida e telas de TV no térreo e no mezanino. Foto: Lucax Vieira

Às vezes, o bar é apenas uma das partes de um empreendimento ainda maior e pode servir como encaixe para ambientes de diferentes funcionalidades, melhorando o fluxo entre eles. Por isso, precisa estar em harmonia com o todo, não só nas cores e nas formas, mas na proposta temática e no estilo. É o caso do bar central no restaurante-club La Belle, em Balneário Camboriú, projetado pelo arquiteto Gabriel Bordin.

Como a ideia é ter um cenário mais limpo, poucos objetos decorativos se juntam à composição de garrafas, plantas naturais e frutas — somente o essencial para tirar a monotonia visual. Foto: Fábio Jr. Severo

Ele fica situado justamente numa área de transição e precisava incorporar perfeitamente a dualidade dia/noite. Pensando nisso, o arquiteto adotou o branco da varanda diurna e o azul royal da pista de dança noturna como cores predominantes e que têm o papel de fio-condutor. O estilo é uma mescla do elegante art decó com um ambiente tropical e praiano. A prova disso está nos formatos arredondados e metais dourados, contrapostos com a madeira, o bambu e o lambri branco, numa decoração sem exageros estilísticos, que preza apenas por referências sutis.

A bancada faz alusão ao revestimento das paredes internas do clube. Já a iluminação é cênica e vem de pequenos spots localizados no suporte para taças. A estante em serralheria branca é retroiluminada com fitas de led. Foto: Fabio Jr. Severo

Varanda, restaurante e pista de dança foram divididos com cortinas ou sistemas de vidros deslizantes para que pudessem ser integrados com facilidade. A divisão também se dá pelas cores: mais claras e praianas na varanda e mais escuras no espaço de eventos.

O azul das cortinas predomina nas paredes do hall e segue presente no listrado azul e branco do piso, se contrapondo em tons e texturas ao teto e ao mobiliário solto. Foto: Fábio Jr. Severo
Gabriel Bordin tinha como prioridade o redesenho dos fluxos do restaurante clube. O azul royal misturado ao branco foi renovado a partir de um layout mais funcional e contemporâneo, respeitando a temática marinha da casa. Foto: Fábio Jr. Severo

Pelo mundo afora, alguns bares têm o poder de nos oferecer aquela sensação de estarmos viajando no tempo e no espaço. É como se, de repente, tivéssemos acesso a um portal que nos carrega para um universo paralelo cheio de prazeres, onde as dores mundanas ficam esquecidas. A locomotiva idealizada pelo arquiteto Marcelo Salum, de Florianópolis, tem exatamente este poder. Sim! Com sua planta longitudinal, a estrutura do bar Cité — localizado no rooftop do condomínio Cidade Milano, na capital catarinense — lembra propositalmente um vagão de trem que leva a passeio os clientes para uma viagem mágica.

Marcelo Salum criou uma cena em que, para entrar no bar, os frequentadores precisam passar por cortinas. Este artifício reforça a ideia de que este é um clube privado, à moda francesa. Foto: Mariana Boro

A inspiração está nos clubes secretos parisienses, conhecidos como Speak Easy, e em grandes instalações metálicas de Paris, como a Torre Eiffel e o Grand Palais. A recriação é tão forte, que a primeira impressão de quem entra no Cité é a de ouvir alguém dizer “Bonjour Monsieur, installez-vous confortablement”.

O tom de verde foi inspirado no Grand Palais de Paris; já a mistura de tecidos vem dos club privé. Foram escolhidas estampas que realçam o verde e o laranja em contraste com o bordô. Foto: Mariana Boro

O projeto luminotécnico do Cité é um exemplo perfeito de como a luz e a temperatura de cores podem criar atmosferas completamente distintas. Os tons de rosa usados à noite trazem à tona novamente o romantismo característico de Paris.

As estruturas metálicas do Cité também remetem à ponte Hercílio Luz, primeira ligação entre a ilha de Santa Catarina e o continente. O bar fica no mesmo complexo onde também está a casa do ex-governador catarinense que dá nome à ponte. Foto: Mariana Boro
Em dias de clima propício, a varanda oferece outra opção de ambiente aos frequentadores. O ponto alto é a vista para o centro de Florianópolis. Na decoração, linhas mais retas e cores sóbrias, com predomínio do cinza. Foto: Mariana Boro

Os projetos de bares comerciais precisam sempre levar em conta os estudos de acústica, ponto fundamental para o bom funcionamento do espaço. O uso de mantas e a escolha de aberturas menores tornam o ambiente mais intimista e com melhor aproveitamento sonoro. Quanto mais texturas nas superfícies, utilizando materiais de boa absorção do som, melhor. Elas vão impedir que as ondas sejam rebatidas e que se multipliquem. Espumas especiais embaixo de cadeiras e mesas também funcionam bem. Para pés-direitos altos ou áreas externas, é essencial pensar em um layout adequado e que minimize a perda acústica.

Desde a concepção do bar, a intenção dos proprietários do 18 Mediterrâneo era incentivar a integração entre barman e cliente. Por isso, a bancada foi equipada com banquetas slim em madeira que propiciam uma conversa agradável e a degustação de um drink recém preparado. Foto: Ronald T. Pimentel

Todos esses fatores foram criteriosamente observados pela arquiteta Marianne Clasen, no bar do restaurante 18 Mediterrâneo, em Balneário Camboriú. O espaço é inspirado nos 18 países banhados pelo mar, localizado entre Europa, Ásia e África.

O contraste entre o concreto aparente do piso e da bancada e a madeira das mesas, banquetas e do painel de fundo é o responsável pelo equilíbrio entre sofisticação e descontração características do ambiente. Foto: Ronald T. Pimentel

O frescor da área externa do 18 Mediterrâneo permite uma experiência sensorial diferente aos frequentadores. Aqui, o cinza e o concreto predominam em contraponto aos tons terrosos do interior da casa.

O mobiliário leve, com cores sóbrias e linhas retas, se soma ao paisagismo e empresta uma sensação de bem estar de jardim de casa à área externa do restaurante-bar. Foto: Ronald T. Pimentel
Marianne Clasen acredita que a identidade de um bar é expressa pelos materiais escolhidos e pelo mobiliário. Quanto à iluminação, prefere evitar exageros e gosta de criar diferentes cenários para eventos com características distintas. Foto: Ronald T. Pimentel

Cada projeto de bar pede uma solução diferente, mas é sempre possível ter um lugar aconchegante em casa para comemorar com os amigos, seja em um pequeno apartamento como em uma ampla área de festas. O bar projetado pela Metrik Design, de Blumenau, pode até parecer comercial por causa do tamanho, mas é o refúgio particular de um jovem casal. As festas aqui contam com spots moving heads, criando cenas de luz para cada música, e iluminação de led integrada ao sistema de som. As esquadrias de PVC com vidro laminado são ótimos isolantes acústicos e garantem que a área de festas possa ser usada durante toda a noite, mantendo a tranquilidade dos vizinhos e o bem estar dos convidados.

Bares particulares costumam carregar algum componente de afetividade, que conte um pouco da história dos proprietários. Aqui, a moto amarela exposta no nicho fez parte do primeiro encontro do casal, há cerca de 15 anos. Foto: Fábio Jr. Severo

As portas e esquadrias acompanham os 3 metros e 70 centímetros do pé-direito, permitindo a entrada abundante de luz natural e a integração com o espaço externo nos eventos durante o dia. À noite, persianas pretas se fecham ao toque de um botão, garantindo privacidade e se harmonizando com a paleta de cores interna.

A composição de tons de cinza, cimento queimado e lâminas de madeira natural é abraçada pela decoração que destaca o bar retroiluminado e os grandes nichos preenchidos com peças de memória afetiva. Foto: Fábio Jr. Severo

Em meio a uma quantidade e uma diversidade cada vez maior de bares, designers e arquitetos têm se esforçado para conseguir que seus projetos ajudem os estabelecimentos a se destacarem no mercado. A escolha da temática e a adaptação do ambiente a ela é sempre um ponto-chave, mas cada vez mais a elaboração dos projetos tem reunido profissionais de outras áreas, como gastronomia, cervejaria, baristas e designers de serviço. A concepção de um bar se tornou tarefa multidisciplinar e muito mais complexa.

Foto: Fernando Wiilladino

A arquiteta Mariana Pesca certamente conseguiu dar destaque ao Área 52, localizado em Florianópolis, em uma edificação muito antiga e que precisou de muitas adaptações. O resultado é um ambiente trabalhado em uma base neutra, em tons de cinza, preto e amadeirado, para servir a diversos tipos de eventos. Mariana investiu em alterações de layout para otimização dos espaços e em um projeto de iluminação que valoriza o clima noturno e destaca alguns pontos com a utilização de leds e neon.

O telhado da antiga edificação precisou ser todo refeito, assim como parte do deck, que deu lugar a um dos lounges internos. Já o neon exposto na parede atrai o visitante a um clima cool e despojado. Foto: Fernando Willadino

A ausência de cores dos painéis que revestem as paredes e pilares e do mobiliário solto concede licença para que o ambiente se transforme indefinidamente. Isso permite que todo o resto seja tratado de forma minimalista e pura.

O conjunto de iluminação de led com sistema de troca de cor e a demarcação do gesso no teto que se assemelha à placa mãe de um computador é o protagonista do projeto do restaurante Bytes, de autoria da arquiteta Mariana Pesca. Foto: Fernando Willadino
Buffets em estrutura metálica foram dispostos para facilitar a usabilidade do restaurante, mantendo talheres e pratos à mão. Estes móveis também servem como apoio para plantas e peças de design que conversem com a identidade do Bytes. Foto: Fernando Willadino

Como uma relíquia que deve ser preservada com zelo e fidelidade por aqueles que a adoram, os bares sobreviveram décadas — senão séculos — para se tornarem o que são hoje: um grande refúgio onde o tempo, as dores e o peso do cotidiano desaparecem. A verdade é que esses locais passaram pelas mais diversas fases históricas, preservando a sua essência de ser um abrigo para os dias ruins e uma festa para as comemorações.

Sempre é tempo de mudar e, por isso, a renovação do Chopp do Gus recebeu as tradicionais garrafas expostas na bancada principal. No total, são mais de 22 metros lineares de prateleira para dispor as garrafas, iluminadas com led para garantir os ares multicoloridos. Foto: Mariana Boro

Adaptando-se a tantas fases da humanidades de diferenciados modos, o sucesso dos bares também vem da sua atemporalidade e comunicação com o que está acontecendo no mundo. Afinal, tudo o que o traduz se adapta: gastronomia, cervejaria e arquitetura. Para que o recinto continue conversando com seus clientes em total consonância, o Chopp do Gus — tradicional bar de Florianópolis — convocou as arquitetas Sarah Pirath Abrahão e Francielle Dalsasso do Ponto Curva, para revitalizar as áreas interna e externa. Malhas de vergalhão sobrepostas e madeira dão vida ao novo bar, onde o tema central não ficou de fora da nova proposta: o rock’n’roll é o carro- chefe do décor.

Dando as boas-vindas à nova fase do bar, em Florianópolis, as 31 garrafas suspensas conferem uma iluminação divertida e charmosa em composição com o fundo amarelo. Foto: Mariana Boro

A iluminação intimista, a música para cantar em plenos pulmões, a combinação de bebidas e comidas saborosas… Seja qual a receita, os bares têm o poder de desenvolver uma bolha na qual tudo o que importa é o agora e a companhia. Essa atmosfera espontânea de hospitalidade e abrigo é um dos segredos na hora de projetar um local receptivo.

Revestindo as paredes, os espelhos foram a aposta para o bar projetado por Tufi Mousse, garantindo profundidade, modernidade e amplitude. Foto: Lio Simas

Dentro de residências, os ambientes devem passar a mesma mensagem, porém, sem deixar de lado a personalidade dos proprietários. Para o arquiteto Tufi Mousse, o espaço deve conversar com os moradores em um projeto que concilie os seus desejos: se são mais introspectivos ou extrovertidos, o espaço terá a sua essência. Entretanto, para que não haja exagero, Tufi aconselha: “Gerar destaque com iluminação em garrafas, taças e movelaria é uma forma acertada de iluminar o bar sem gerar luz desnecessária”.

Informal, o local dá as boas-vindas aos convidados e, durante o dia, decora e compõe com as áreas principais. Foto: Lio Simas

Na construção do arquiteto, o tamanho não define a sua potência. Cenário para os proprietários festejarem, o local vai de técnicas construtivas simples à sofisticação garantida pelos materiais refinados presentes nos detalhes.

Três ambientes deste apartamento foram sintetizados no amplo bar. Estruturado com tubos metálicos com três diferentes espessuras e seis tipos de acabamentos, o espaço criado por Tufi realmente sabe
como receber bem. Foto: Mariana Boro

Com bancada em marcenaria e superfície de Dekton, este bar é o exemplo perfeito de como diferentes cenários podem habitar o mesmo lar. Para o arquiteto, o espaço deve ser decorativo na sua forma e, quem sabe, inovador nos materiais e elementos.

Para Tufi, “a escolha correta de metais, pedras e movelaria que tenham resistência são necessários, assim como os acabamentos aplicados a estas superfícies”. Foto: Lio Simas

O ritmo convidativo do bar, que acolhe nos bons e maus dias, atrai investidores que almejam hospitalidade em suas empresas. A democracia desses ambientes é tanta que, apenas de haver um espaço focado no lazer dos funcionários, parceiros e clientes, o local já ganha estrelas pela atenção dedicada.

Os revestimentos se unem para desenvolver um estilo despojado. Indispensável, a clássica mesa de sinuca não deixa que o espaço caia na monotonia. Foto: Michel Corrêa

Em uma imobiliária, a equipe do multidisciplinar Nando Arquitetura projetou um espaço para realizar eventos para parceiros e construtoras. O pé-direito duplo, o isolamento de som especial, o telão e as diversas cervejeiras criam uma atmosfera completamente à parte da área comercial, transportando as pessoas para momentos descontraídos.

Para o arquiteto Nando Machado, a melhor forma de aliar o estilo acolhedor com as características de bares é escolher móveis que tragam conforto e estimulem a permanência. Foto: Michel Corrêa

A versatilidade que os bares emanam facilita extremamente a sua construção. Por isso, eles nem sempre precisam estar localizados em áreas comerciais, com grandes cervejeiras e espaço para muitas pessoas. Muitas vezes, podem se adaptar a cantos compactos de residências, afinal, o importante é conter bebidas, uma bancada, um local para o armazenamento refrigerado e pronto: o seu bar está formado. “Uma bandeja bem montada pode se transformar num bar muito legal se não tiver um grande espaço”, sugere Osvaldo Segundo, da OSA Arquitetos Associados.

Arranjos de flores naturais e uma obra de arte: os elementos de destaque conversam com o conceito monocromático e contemporâneo. Castiçais, coqueteleiras e outros acessórios decoram e dão o tom funcional. Foto: Fábio Jr. Severo

O profissional e sua equipe conceberam uma proposta concisa, desenvolvida apenas com o essencial. Para o projeto, localizado em uma área de circulação, a série de elementos o tornou íntimo e extremamente confortável, além de dialogar com a narrativa minimalista predominante no restante da casa.

Em mármore, a bandeja foi encomendada especialmente para o projeto. O bar funciona como um apoio ao living e recebeu todas as peças-chave em sua composição — e até guloseimas e aperitivos armazenados no armário inferior. Foto: Fábio Jr. Severo

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