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13 ago 2020

ENTREVISTA

ENTREVISTA

Entrevista com Juliana Loffi

A sede de transformar ambientes era algo que a arquiteta Juliana Loffi, de Tubarão, possuía desde a mais tenra infância. Ela via os avôs atuando em construções da família e dava suas opiniões sobre como a obra poderia ser melhorada. Era o seu grande interesse por arquitetura se manifestando quando ainda pequena. Aquele sentimento não foi passageiro. Pelo contrário; intensificou-se com o passar dos anos, eliminando qualquer dúvida quando chegou o momento de fazer o vestibular. Quando chegou na faculdade, cada aula incrementava a certeza que tinha pela carreira a qual decidiu seguir.

Antes de abrir o escritório próprio, Juliana trabalhou na marcenaria do pai. O período serviu para conhecer mais profundamente o mercado e já captar alguns clientes. Não demorou para que chegasse o momento de estar preparada o suficiente para empreender.

Entretanto, esse momento coincidiu com a descoberta de um grave problema de saúde. A profissional não se deixou abalar, usando tal condição a seu favor. “Aquilo me deu um gás, um incentivo para não perder tempo. Como eu sempre tive vontade de me posicionar de maneira diferente no mercado, busquei algo que me deixasse feliz e que refletisse como eu imaginava a arquitetura. Aquilo que eu acho que a arquitetura deve ser”, afirma. Por ser uma área tão ligada à criatividade, os êxitos profissionais tornam-se também realizações profissionais – que instigam Juliana a buscar mais.

Desafios sentidos

O escritório de Juliana atua com projetos arquitetônicos e de interiores residenciais e comerciais. Nos últimos tempos, as demandas corporativas têm se sobressaído, a ponto de a arquiteta afirmar que são sua especialidade. Um dos cases mais famosos nessa esfera foi a Fluss Haus, um restaurante e café colonial que também produz biscoitos tradicionais na cidade de São Martinho. O projeto ajudou a consolidar o nome da profissional como sinônimo de ambientação comercial.

Trabalhos do tipo, na realidade, são extremamente desafiadores para Juliana. É o tipo de desafio que a inspira. “Você precisa aplicar técnicas para influenciar e criar uma identidade para o cenário do momento e influenciar o consumo. Isso vai além de decorar o ambiente, pois é preciso trazer resultado para o teu cliente”, ressalta.
Nesse contexto, o estilo contemporâneo por vezes se sobressai. Entretanto, depende do conceito e da identidade do público, bem como da linha de produtos ou serviços e o posicionamento da marca. Após essa análise, Juliana faz a sua releitura, pontuando o clássico ou o moderno dentro de uma linguagem técnica de aperfeiçoamento para consumo. Por essa razão, pode-se dizer que hoje o escritório não atua somente com arquitetura, pois, de acordo com a profissional, “direciona o cliente para um novo modelo, um novo cenário do mercado no qual o consumo mudou e o cliente dele também”. Juliana acrescenta que o arquiteto precisa ver esse momento da sociedade e trazê-lo de uma maneira clara para a arquitetura, de modo que impulsione a empresa que a contrata.

A cada nova proposta de projeto comercial, a equipe esclarece que não apenas arquitetos atuarão no planejamento, mas também um time de marketing – vindo de agências parceiras de Juliana. Assim, o negócio será analisado como um todo, seu posicionamento, sua marca e, entre outros, identidade visual. Afinal, são quesitos que influenciarão na arquitetura da empresa, resultando em um conjunto com muito mais chances de ser duradouro. “Não adianta só fazer o projeto. Tem que ter todo um suporte, que nós fazemos questão de dar”, complementa a arquiteta.

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