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12 jul 2020

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Urban jungle: a beleza da natureza em meio ao concreto
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Urban jungle: a beleza da natureza em meio ao concreto

Composições expressivas conectam projetos de interiores à natureza no movimento selva urbana.

Dona de uma coleção exuberante, a criadora de conteúdo Marieli Mallmann mostra como cuidar das plantas no seu perfil no Instagram, @m_marieli (Foto: arquivo pessoal)

Costela-de-Adão, ficus-lira e samambaia. Quem é apaixonado pelo universo das plantas sabe de cor os nomes populares e até os científicos das plantas que fazem sucesso no design de interiores. Chamada de urban jungle – selva urbana, em português –, a tendência de criar composições expressivas com folhagens busca levar para o interior a beleza única e orgânica da natureza.

Os benefícios da presença de plantas em casa vão além da questão estética. No mar de concreto que são as grandes cidades, a busca por uma vida mais conectada à natureza é um movimento que faz sentido, principalmente para os millennials. Isso vale para uma sociedade que está progressivamente conectada aos celulares e que pouco vê o mundo lá fora. Essa rotina somada ao aumento de transtornos psicológicos, como ansiedade, síndrome de burnout e depressão, fizeram com que surgisse uma maneira de se conectar com a natureza no dia a dia. As plantas ajudam a relaxar, limpam o ar, estimulam a criatividade e deixam o ambiente mais agradável visualmente. Além disso, o hábito de cuidar das plantas funciona como um tipo de meditação ao focar no presente, promover bem-estar e estimular os sentidos.

Com diferentes cores, tamanhos e texturas, os vasos são parte importante da estética urban jungle, criando composições que enriquecem o décor, como no apartamento da criadora de conteúdo Marieli Mallmann. (Foto: acervo pessoal)

Conhecida como a “moça das plantas” nas redes sociais, a criadora de conteúdo Marieli Mallmann cultiva sua própria urban jungle no seu apartamento. O hobby surgiu a partir da relação da sua mãe com a natureza e se intensificou com a mudança do Rio Grande do Sul para São Paulo. “Trazer plantas para casa foi uma forma de me reconectar com essas lembranças de família e, ao mesmo tempo, me dedicar a uma tarefa tão prazerosa que me ajuda a lidar com o estresse e a ansiedade. Minha vida se resume em buscar esse equilíbrio entre uma vida urbana com os valores do campo”, conta.

CONHEÇA SUAS PLANTAS

Para a arquiteta e paisagista Ana Trevisan, o segredo para criar uma composição harmônica é testar combinações explorando a estética das plantas. Em relação aos cuidados, Ana explica que cada espécie apresenta um conjunto de características, então não é possível criar uma fórmula única. Por isso, conhecer as particularidades de cada planta é fundamental.

Apaixonada por esse universo, arquiteta Ana Trevisan explica que, além de agregar estilo à decoração, as plantas influenciam no humor e promovem bem-estar. (Foto: Mariana Boro/divulgação)

A arquiteta acredita que cuidar das plantas vai além da rega rotineira. Além de água, as “verdinhas” precisam de adubo e atenção: “O primeiro passo é gostar de ter plantas e se envolver com elas, compreendendo que são seres vivos, por mais resistentes que sejam”.

CONEXÃO NATURAL

Em relação à iluminação, é importante saber qual tipo de luminosidade a sua planta precisa: pleno sol, meia-sombra e sombra. Plantas de meia-sombra gostam de receber o sol da manhã ou do fim da tarde, enquanto as de sombra preferem luz indireta, filtrada pela janela e até mesmo por cortinas.

O apartamento da criadora de conteúdo Marieli Mallmann mostra a beleza orgânica da natureza em cada canto. (Foto: arquivo pessoal)

Ambientes com pouca incidência de luz natural também podem ter uma mini floresta particular. Para que a vegetação permaneça saudável, é fundamental escolher plantas que se adaptam bem a esse tipo de espaço, como as espécies zamioculca, filodendro, pacovás, jiboias, pau-d’água, pleomele, ficus-lira, espada-de-São-Jorge, costela-de-adão, samambaia e suculentas. “Marantas, com os mais variados formatos e cores, também são uma boa pedida para ambientes com pouca luminosidade. Isso vale até mesmo para banheiros. Plantas que apreciam clima tropical adoram ambientes mais úmidos”, explica Marieli.

Espaços comerciais também podem explorar a estética da selva urbana e todos os seus benefícios. A arquiteta Greicy Kelly, do escritório Oficina de Morar, criou uma composição com base nos gostos e no estilo de vida dos millennials – e o movimento urban jungle não poderia ficar de fora. A estante de madeira ganha vida com plantas de diversas espécies. O efeito cascata e a combinação de tonalidades criam uma composição que esbanja estilo.

Jardins verticais volumosos, trepadeiras e outros arranjos verdes fazem com que equipe e clientes sintam-se em um verdadeiro refúgio florestal, como neste ambiente criado pela arquiteta Greicy Kelly, do Oficina de Morar. (Foto: Ronald T. Pimentel/Revista SuaCASA)

Plantas suspensas em cachepôs são uma ótima opção para quem tem pet. Bambus, por exemplo, não são tóxicos, agregam beleza ao décor e têm uma manutenção fácil. O importante é manter o solo úmido, longe do vento e evitar que as folhas toquem outras superfícies, como paredes e prateleiras. Para garantir a segurança de cães e gatos, espécies como comigo-ninguém-pode, costela-de-Adão, jiboia, espada-de-São-Jorge, lírio-da-paz e antúrio devem ser evitadas.

Para quem curte a estética botânica, mas não pretende investir no hobby de jardinagem, explorar a vegetação em estampas é uma ótima alternativa para ter o estilo urban jungle na decoração. Da sala ao quarto, as flores e folhas não se limitam a vasos. As padronizações com inspiração em plantas podem ser vistas em almofadas, quadros e papéis de parede.

O living assinado pelo arquiteto Marlon Gama explora a estética botânica por meio do papel de parede tropical e da composição de plantas.

Independentemente do estilo da decoração, as plantas criam uma atmosfera leve que estimula a permanência. Em composições com estética industrial, a vivacidade da vegetação quebra o brutalismo do concreto e do metal – elementos-chave nesse tipo de propostas. Já em criações que exploram fibras naturais, como palha, linho e algodão, dialogam com a beleza orgânica das plantas, que arrematam o décor com harmonia.

MÃOS NA TERRA

Além de abusar da vegetação na decoração, a selva urbana pode ter também ervas e plantas frutíferas. “Assim, além de estilosa, a composição se torna produtiva”, sugere Ana. Manjericão, alecrim e hortelã são espécies fáceis de cuidar. Por isso, são excelentes para quem deseja começar a sua selva – ou horta – urbana.

Em contraste com o padrão chevron, as plantas entram na composição para quebrar a hegemonia das cores neutras da paleta neste projeto assinado pela arquiteta Bárbara Kahhale. Dispostas na estante, elas ultrapassam os limites da prateleiras e criam uma cascata que leva cor e vivacidade ao décor.

Quem já mantém uma urban jungle alerta: o desejo é sempre aumentar a coleção. Afinal, cuidar de plantas é um compromisso, mas é uma tarefa que pode ser muito prazerosa – para Marieli, um processo natural de observação e interpretação: “Não tenha medo de tentar novamente e testar coisas diferentes. Se permita criar uma conexão com esse universo, não só por que ele é bonito para casa, mas também por que ele faz bem para o coração”.

Inspire-se na estética urban jungle:

A vegetação é a protagonista do projeto assinado pelo arquiteto Marlon Gama – do contraste com o piano no living à luminosidade natural que evidencia a composição na área externa.
A vegetação é a protagonista do projeto assinado pelo arquiteto Marlon Gama – do contraste com o piano no living à luminosidade natural que evidencia a composição na área externa.
A vegetação é a protagonista do projeto assinado pelo arquiteto Marlon Gama – do contraste com o piano no living à luminosidade natural que evidencia a composição na área externa.
A vegetação é a protagonista do projeto assinado pelo arquiteto Marlon Gama – do contraste com o piano no living à luminosidade natural que evidencia a composição na área externa.
A vegetação é a protagonista do projeto assinado pelo arquiteto Marlon Gama – do contraste com o piano no living à luminosidade natural que evidencia a composição na área externa.
A vegetação é a protagonista do projeto assinado pelo arquiteto Marlon Gama – do contraste com o piano no living à luminosidade natural que evidencia a composição na área externa.
Juntas, plantas de diferentes tamanhos criam composições harmônicas (Foto: Marieli Mallmann/arquivo pessoal)
Juntas, plantas de diferentes tamanhos criam composições harmônicas (Foto: Marieli Mallmann/arquivo pessoal)
Foto: Mariana Boro/divulgação
Foto: Mariana Boro/divulgação
A composição assinada pela arquiteta Ana Trevisan explora texturas rústicas nos vasos, além de preto e cinza na paleta de cores, evidenciando a vivacidade das plantas na decoração. (Foto: Mariana Boro/divulgação)
A composição assinada pela arquiteta Ana Trevisan explora texturas rústicas nos vasos, além de preto e cinza na paleta de cores, evidenciando a vivacidade das plantas na decoração. (Foto: Mariana Boro/divulgação)

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